Os Estados Unidos aplicaram uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, totalizando 37,5% de impostos, após investigação sobre trabalho forçado em 60 nações. A medida, que entrou em vigor nesta sexta-feira, ignorou as defesas apresentadas pelo governo brasileiro e por outros países.
O governo brasileiro argumentou que possui um dos marcos legais mais avançados do mundo para combater a prática. Segundo o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a legislação nacional opera por meio de mecanismos coordenados nas esferas penal, administrativa e de fiscalização do trabalho.
A defesa brasileira também citou a utilização da “Lista Suja” do trabalho escravo, mantida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que cria incentivos econômicos para a conformidade. Além disso, o país é signatário de acordos internacionais contra o trabalho escravo da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Outros países, como México e Peru, apresentaram leis e decretos recentes para contestar as sobretaxas. Representantes de setores exportadores, como os de chá chinês e salmão, também alertaram que as tarifas elevariam custos para consumidores e indústrias americanas.

