Os Estados Unidos anunciaram a imposição de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros nesta quinta-feira, 23. A medida atinge o Brasil e outras 59 economias investigadas por não impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado, segundo o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer.
A decisão, tomada por determinação do presidente Donald Trump, baseia-se na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana, legislação que visa combater práticas estrangeiras consideradas desleais. Greer afirmou que a ação “corrigirá o que é, ao mesmo tempo, um abuso de direitos humanos e uma prática comercial que distorce o mercado”.
O USTR estabeleceu três grupos de tarifas. Países que já proíbem a importação de produtos feitos com trabalho forçado receberam tarifa de 10%. Já para outras nações, incluindo o Brasil, a tarifa aplicada foi de 12,5%. As investigações, iniciadas em março, culminaram em relatório em 2 de junho, que classificou as práticas dos 60 países como “desarrazoadas”.
O governo norte-americano informou que haverá exceções à nova tarifa. Matérias-primas que possam causar falta de oferta doméstica ou produtos sem fornecedores razoáveis nos EUA estão isentos. Também serão dispensados itens para os quais a aplicação da tarifa não elimine significativamente as práticas irregulares.

