Os Estados Unidos aplicaram uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos de 60 países, incluindo o Brasil, a partir desta sexta-feira. A medida decorre de investigações sobre supostas falhas no combate ao trabalho forçado, ignorando as defesas apresentadas por governos nacionais.
A nova taxa se soma aos 25% já aplicados ao Brasil por outro inquérito aberto recentemente. A imposição da tarifa indica que os argumentos apresentados pelo governo brasileiro e por outros países foram desconsiderados pela administração do governo e pelos técnicos do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR).
O governo brasileiro, por meio do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, apresentou documento em abril defendendo a inexistência de razoabilidade na taxação. Vieira afirmou que o país possui um dos marcos legais mais abrangentes do mundo, aplicando a legislação por meio de mecanismos penal, administrativo e de fiscalização do trabalho.
O Brasil mencionou a utilização da “Lista Suja” do trabalho escravo, ferramenta que incentiva a conformidade trabalhista. Além disso, outros países, como México e Indonésia, defenderam que já possuem leis ou estão avançando na regulamentação do tema, enquanto setores produtivos alertaram sobre o risco de custos maiores para consumidores americanos.

