A tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre o Brasil entrou em vigor nesta quarta-feira (22), após investigação que acusou o país de práticas comerciais desleais. A medida gera críticas, mas o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o Brasil buscará negociações para resolver o impasse.
A imposição da tarifa segue uma postura de pressão comercial renovada por parte do presidente dos EUA. Segundo a imprensa internacional, Washington utiliza o Brasil como exemplo para comunicar sua abordagem de negociação. Embora a Suprema Corte dos Estados Unidos tenha anulado impostos anteriores, o governo avançou na agenda comercial recorrendo a outros poderes.
A Câmara de Comércio Americana para o Brasil alertou que o gravame afeta mais de 11 bilhões de dólares em exportações. Apesar disso, estima-se que metade das exportações brasileiras para os EUA permaneça isenta de tarifas, segundo a Atlantic Council. Produtos como carne bovina e café estão entre os isentos.
Além do Brasil, os EUA anunciaram sobretaxa de 50% ao Canadá por tratamento discriminatório. Paralelamente, o presidente dos EUA anunciou tarifas de 100% sobre medicamentos genéricos importados, com vigência a partir de agosto de 2028. Autoridades também propuseram tarifas contra 60 parceiros por supostos descumprimentos na luta contra o trabalho forçado.

