Os Estados Unidos oficializaram uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros, ampliando as barreiras comerciais. A medida, anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), passa a valer em 22 de julho e atinge setores como vestuário e máquinas agrícolas.
A sanção utiliza a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, dispositivo que permite a Washington retaliar práticas comerciais consideradas injustas. O USTR informou que uma investigação concluiu que medidas brasileiras em seis áreas restringem negócios de agricultores e exportadores americanos.
Entre os pontos citados pelo órgão estão o comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, enfraquecimento no combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal. A oficialização ocorreu na noite de quarta-feira (15), sob comando do embaixador Jamieson Greer.
A tarifa adicional alcança itens como etanol, máquinas agrícolas, vestuário, calçados, papel e aço. Contudo, carne bovina, café, petróleo e laranjas estão isentos da cobrança, sendo considerados bens sensíveis para o abastecimento americano.

