Os Estados Unidos impuseram tarifas de 25% sobre parte dos produtos brasileiros, citando denúncias de censura contra empresas norte-americanas de tecnologia. O chefe do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), Jamieson Greer, afirmou que o Brasil pune companhias por se recusarem a censurar discursos políticos.
O comunicado, divulgado nesta quarta-feira, 15, indicou que as práticas adotadas pelo Brasil impediram companhias, trabalhadores e produtores norte-americanos de competir em igualdade de condições no mercado nacional. Greer declarou que os dois governos negociaram por um ano, mas não alcançaram um acordo.
A alegação surge meses após empresas americanas contestarem decisões de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) em tribunais dos EUA e publicamente. Em fevereiro deste ano, plataformas como a Rumble e a Trump Media processaram o ministro em um tribunal federal da Flórida, alegando que ordens judiciais violavam a Constituição norte-americana.
O USTR não especificou casos de censura, nem mencionou o ministro do STF, a Rumble, a X ou a Truth Social no documento oficial. Greer informou, contudo, que o USTR permanece aberto a novas negociações com o Brasil.

