Os Estados Unidos ameaçam impor sobretaxa de 25% sobre exportações brasileiras, usando o Pix como argumento. Paralelamente, a União Europeia impulsiona o euro digital, visando reduzir a dependência de provedores americanos.
A Casa Branca alegou que o Pix prejudica empresas americanas ao operar sob regulamentação brasileira. Segundo a administração americana, exigir que empresas dos EUA ofereçam o Pix configuraria prática desleal de comércio. Especialistas apontam confusão entre inovação e barreira comercial no debate.
Em resposta a essa dinâmica, a União Europeia acelerou a criação de sua moeda digital. Em junho, a Comissão de Assuntos Econômicos e Monetários (ECON) do Parlamento Europeu aprovou um plano para o euro digital, que o Banco Central Europeu (BCE) testará em 2027 e colocará em circulação até 2029.
O projeto visa diminuir a dependência de empresas como Visa e Mastercard. Alessandro Giovannini, assessor do projeto no BCE, declarou que o euro digital “reduzirá a dependência de soluções não europeias”. O BCE já selecionou 36 prestadores de serviços, como Deutsche Bank e UniCredit, para o teste piloto.

