O governo dos Estados Unidos decidiu não aplicar novas tarifas ao setor aéreo, após concluir uma investigação sobre aeronaves, motores a jato e peças importadas. A decisão ocorre apesar de o relatório apontar que produtos estrangeiros levantam preocupações de segurança nacional.
A investigação, aberta em 2025, concluiu que a indústria aeronáutica americana depende excessivamente de cadeias de suprimentos estrangeiras, o que suscita preocupações com a segurança nacional. O documento também citou riscos ligados a peças importadas por falhas no controle de qualidade e falsificação.
Sob pressão da indústria de aviação dos EUA, o governo concordou em isentar aeronaves e peças de tarifas, seguindo um histórico de sobretaxas aplicadas no ano passado. O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, recomendou que as tarifas não fossem impostas de forma imediata, segundo a Casa Branca.
O presidente orientou a continuidade das negociações com parceiros comerciais para tratar do impacto das importações na indústria aeroespacial. Ele afirmou que poderá adotar medidas caso não haja acordos em um prazo de seis meses. O setor, que registra superávit comercial anual de US$ 75 bilhões, vinha sob um regime de isenção tarifária previsto no Acordo de Aeronaves Civis de 1979.

