Os Estados Unidos negaram intenção de descontinuar o Pix, apesar de ter sido alvo de reclamações americanas e incluído em investigação do USTR, após anunciar um tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros.
Um alto funcionário do governo Trump declarou que os EUA não desejam uma situação onde empresas americanas fiquem em desvantagem frente a um sistema operado pelo Estado. Segundo o representante, a expectativa é que todas as empresas concorram sob as mesmas condições comerciais, embora ele não detalhou a solução para isso.
O governo americano reconhece a importância do Pix para os brasileiros, mas afirmou que não quer obrigar empresas americanas a promover ou utilizar o sistema. A expectativa é que o Pix compita nas mesmas bases que as empresas dos EUA. Autoridades brasileiras, por sua vez, defenderam a ferramenta, dizendo que “o Pix é um patrimônio do nosso povo e referência internacional de infraestrutura pública digital”.
O sistema se consolidou no país, registrando 313,3 milhões de transações em um único dia em dezembro do ano passado. A ascensão de sistemas soberanos, como o Pix, é vista por autoridades brasileiras como um desafio à supremacia dos EUA e um risco para o duopólio americano Visa e Mastercard, que já mencionaram o tratamento “preferencial” de sistemas domésticos como risco aos negócios.

