Os Estados Unidos podem manter a aplicação de tarifas adicionais sobre parte das exportações brasileiras, conforme avaliação do economista Roberto Luis Troster. O governo americano tem até 15 de julho para anunciar a adoção de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, após audiências do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).
Troster afirmou que, embora não seja possível reverter totalmente a medida, há possibilidade de reduzir impactos por meio de exceções setoriais. Ele indicou que setores como siderurgia, aeronáutica, agronegócio e suco de laranja têm maior chance de obter tratamento diferenciado, enquanto produtos de nicho enfrentam dificuldades para escapar das sobretaxas.
Além da atuação do governo brasileiro, a pressão de empresas americanas prejudicadas pela tarifa pode influenciar a decisão final, pois o aumento de custos gera inflação nos Estados Unidos. O economista defendeu que, independentemente da decisão americana, as empresas brasileiras devem acelerar a busca por novos mercados consumidores, reduzindo a dependência dos EUA.
O especialista concluiu que a estratégia correta é diversificar as exportações, fortalecendo relações comerciais com países da Ásia e outras regiões. Ele também criticou a inclusão do Pix nas investigações americanas, dizendo que o sistema brasileiro não impede a atuação de empresas estrangeiras no mercado nacional.

