O governo dos Estados Unidos manifestou profunda preocupação com a decisão do Brasil que permite o retorno de um indivíduo apontado como espião russo à Rússia. A medida, publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira (6), determina a expulsão do indivíduo, mas sua execução depende do cumprimento da pena ou de liberação judicial.
Um porta-voz do Departamento de Estado americano afirmou que a decisão brasileira enfraquece o compromisso conjunto de combater interferências estrangeiras. Segundo o órgão, os EUA pediram que o Brasil considere o precedente criado e trabalhe com Washington para responsabilizar pessoas que ameaçam a segurança coletiva.
O indivíduo, detido desde 2022 em penitenciária federal de Brasília, cumpre pena de 5 anos por falsidade ideológica. Ele é apontado por órgãos de inteligência americanos e brasileiros como agente russo que usava identidade brasileira para atuar no exterior, embora investigações não tenham encontrado provas de atuação contra o Brasil.
A disputa pelo destino do indivíduo envolveu pedidos de extradição de Moscou e Washington, com versões divergentes sobre sua atuação. O caso, que começou oficialmente em agosto de 2022, encerra um capítulo complexo nas relações entre Brasil, Rússia e Estados Unidos.

