O governo dos Estados Unidos revogou nesta terça-feira, 7 de julho de 2026, uma licença que suspendia sanções ao petróleo iraniano. A decisão foi tomada em resposta a ataques registrados contra três petroleiros no Estreito de Ormuz, considerados inaceitáveis pela administração norte-americana.
A revogação da licença, que permitia transações de petróleo iraniano até 21 de agosto de 2026, ocorreu durante um período de cessar-fogo e negociações de paz entre os EUA e o Irã. Um funcionário do Departamento do Tesouro americano afirmou à imprensa que as ações do Irã no estreito “foram totalmente inaceitáveis para os Estados Unidos e terão consequências”.
Os ataques, registrados pela agência britânica de segurança máxima UKMTO, atingiram os navios com projéteis. Embora um incêndio tenha ocorrido em um dos casos, os três incidentes não causaram mortes nem danos ambientais. O Qatar responsabilizou o Irã pelo ataque a um navio de gás liquefeito na costa de Omã e exigiu que o país se abstenha de colocar em risco a navegação internacional.
O Irã contestou as acusações do Qatar, declarando que elas eram “questionáveis, contrárias ao princípio da boa vizinhança e inaceitáveis”. A Arábia Saudita também responsabilizou o Irã por um ataque contra o petroleiro saudita Wedyan no Estreito de Ormuz. A instabilidade gerada pelos eventos elevou os preços do petróleo: o Brent subiu 3,01% para US$ 74,16, e o WTI avançou 2,76% para US$ 70,44.


