O governo brasileiro manifestou preocupação com as sanções aplicadas pelos Estados Unidos a dois cidadãos e três empresas do País. As medidas, divulgadas pelo Departamento do Tesouro dos EUA, são por suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
O Ministério da Justiça e Segurança Pública afirmou que o combate ao crime organizado transnacional não deve justificar medidas unilaterais que desconsiderem a cooperação jurídica internacional. Segundo o ministério, a decisão não surpreende o governo, visto que o PCC já foi classificado pelos EUA como organização terrorista estrangeira.
As sanções, divulgadas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), visam supostos vínculos com o PCC, apontado pelo governo americano como a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental. Um dos sancionados foi apontado como líder do núcleo paulista da rede e teria lavado mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos, utilizando criptomoedas.
O governo brasileiro declarou que o País possui instrumentos jurídicos e capacidade institucional para enfrentar o crime organizado, citando investimentos de R$ 11 bilhões em ações de segurança. O ministério alertou que medidas unilaterais podem ser seguidas por providências mais gravosas, adotadas à margem dos mecanismos ordinários de cooperação internacional.

