O Escritório do Representante do Comércio dos Estados Unidos (USTR) sinalizou que as tarifas de 25% aplicadas a produtos brasileiros podem ser alteradas, dependendo da reação do Brasil às práticas investigadas. O governo brasileiro, por sua vez, anunciou que acionará a Lei da Reciprocidade para responder às sanções econômicas.
O documento do USTR indicou que uma ação brasileira que alivie o ônus comercial dos Estados Unidos pode sugerir que a medida atual não é a mais adequada para eliminar os atos considerados acionáveis. Contudo, o órgão alertou que uma resposta que aumente restrições aos EUA pode levar a um desfecho diferente.
As sobretaxas americanas cobrem uma vasta gama de produtos, mas deixaram de fora 2.100 mercadorias vitais para o mercado dos EUA, como café, carne bovina, pescados, suco de laranja e ferro-gusa. A investigação do USTR abrange desde tarifas antigas sobre etanol até questões recentes, como o sistema Pix, que o governo brasileiro nega conceder tratamento preferencial.
Paralelamente, o escritório comercial americano concluirá um procedimento sobre práticas de 59 países, incluindo o Brasil, para coibir trabalho forçado. Além disso, o Brasil permanece na lista de observação dos relatórios Special 301 dos EUA, indicando deficiências na proteção de propriedade intelectual e no acesso ao mercado.

