O governo dos Estados Unidos impôs tarifa adicional de 25% sobre o etanol e o açúcar orgânico brasileiros. A medida, divulgada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), baseia-se na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A entidade alegou que o Brasil não concedeu tratamento tarifário equilibrado ao etanol norte-americano.
A decisão do USTR, que encerrou uma investigação comercial, justificou-se pela diminuição das exportações dos Estados Unidos para o Brasil. Segundo o órgão, as vendas de etanol norte-americano ao mercado brasileiro caíram de US$ 761 milhões, em 2018, para US$ 96 milhões em 2025.
A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA) manifestou lamentação pela imposição da tarifa. A entidade afirmou que a política brasileira para o etanol segue as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e não possui tratamento discriminatório. A UNICA atribuiu a redução das importações norte-americanas ao crescimento da produção nacional, especialmente do etanol de milho.
A entidade defendeu que o programa RenovaBio garante acesso não discriminatório a produtores estrangeiros. Além disso, a UNICA criticou a decisão dos EUA por desconsiderar restrições tarifárias impostas ao açúcar brasileiro no mercado norte-americano, defendendo soluções baseadas no diálogo e no respeito ao comércio internacional.

