O ex-deputado Eduardo Bolsonaro declarou que se sente seguro nos Estados Unidos após obter o green card, alegando que as ações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ‘não valem de nada’ no país. Ele afirmou que precisou se exilar no território americano devido à perseguição sofrida no Brasil.
O ex-deputado agradeceu ao governo Trump pela consideração, explicando que seguiu o processo e obteve o resultado desejado. Ele disse que veio aos EUA para uma estadia breve, mas acabou se exilando por conta da perseguição nacional. A obtenção do visto de residência permanente permite que o político permaneça indefinidamente no país, sem a necessidade de autorizações especiais para trabalhar ou estudar.
Eduardo Bolsonaro também comentou sobre a importância da vitória do irmão, Flávio Bolsonaro, na disputa pelo Palácio do Planalto. Segundo ele, a vitória é fundamental para que a ‘normalidade democrática se restabeleça’ e o Brasil deixe de ter exilados políticos.
A declaração gerou críticas de políticos de esquerda. Um deputado federal do PT-PR relacionou a situação ao tarifaço contra produtos brasileiros anunciado pelo governo de Trump. Outro ministro da Secretaria-Geral da Presidência classificou o visto permanente como o “pagamento norte-americano pela traição”, enquanto outra deputada federal do PSOL-RJ chamou o documento de “prêmio de quem se vende e tenta prejudicar o próprio país”.
Em contexto judicial, Eduardo Bolsonaro foi condenado no mês passado pela Primeira Turma do STF. Ele foi acusado de coagir magistrados e articular sanções contra o Judiciário brasileiro. A pena imposta foi de quatro anos e dois meses de prisão em regime semi-aberto, além de multa de 100 salários-mínimos, e inelegibilidade imediata por oito anos.

