Alexandre Ramagem, ex-deputado federal cassado e condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na trama golpista, afirmou que sua extradição para o Brasil “não vai acontecer”. O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) declarou, nos Estados Unidos, que seu retorno ao país depende de uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial de 2027.
Ramagem acusou o Brasil de tentar removê-lo de forma irregular dos Estados Unidos. Ele disse que, como as autoridades americanas sabem que a extradição é uma “farsa”, tentaram deportá-lo clandestinamente. O ex-diretor da Abin aguarda a análise de seu pedido de asilo político pelo governo dos EUA.
A condenação de Ramagem foi de 16 anos, um mês e 15 dias de prisão em regime inicial fechado. Ele foi enquadrado nos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, segundo o STF. A Procuradoria-Geral da República apontou o ex-diretor como principal artífice da retórica de ataque às urnas.
O ex-diretor da Abin saiu do Brasil em setembro do ano passado, mesmo proibido de deixar o país. Em abril deste ano, ele foi detido pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) em Orlando, após ser abordado em infração de trânsito por estar em situação migratória irregular.

