A Polícia Federal indiciou um ex-deputado federal por integrar esquema de fraudes em descontos de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O relatório final aponta que o político recebeu pelo menos R$ 14,7 milhões em propinas, atuando como principal fiador político da organização criminosa.
O inquérito, que apura irregularidades ligadas à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), lista o ex-deputado entre os 48 indiciados. Segundo a PF, ele chancelava a indicação de procuradores e diretores corrompidos para manter as fraudes. Os recursos desviados eram usados para pagar vantagens indevidas a agentes públicos e políticos.
A investigação detalha que os pagamentos ao ex-deputado ocorreram por meio de transferências fracionadas, utilizando contas de passagem de lotéricos e empresas de fachada. A PF também afirmou que os valores foram ocultados e lavados por meio de investimentos em pecuária, desmatamento químico de fazendas e ocultação de aeronaves.
O esquema criminoso desviou mais de R$ 708 milhões de aposentados e pensionistas. Os valores entravam nos cofres da Conafer e eram rapidamente redirecionados a empresas de fachada. O ex-deputado foi indiciado pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

