Um ex-empresário de um ídolo do futebol declarou em julgamento que o astro não concordou em permanecer na residência onde foi ordenado o confinamento domiciliar que levou à sua morte em 2020. O depoimento, dado em San Isidro, questiona as condições de cuidado do ex-jogador em Tigre, no norte de Buenos Aires.
O advogado, que manteve contato com o ex-jogador, afirmou que, se estivesse em boa saúde, o astro não passaria mais de trinta segundos na casa. Ele relatou que o quarto estava montado de forma precária e que a residência não possuía aparelhos ou ambulância para atender a uma emergência.
O processo em curso avalia a responsabilidade da equipe médica encarregada do confinamento domiciliar. O ex-empresário mencionou que confiou na empresa médica privada Swiss Medical, mas não teve impacto no confinamento. Ele também falou bem do neurocirurgião Leopoldo Luque, médico de confiança do ex-jogador.
Luque e outros seis profissionais de saúde enfrentam acusações de homicídio com possível dolo. Os acusados, que incluem enfermeiros, médicos e um psicólogo, correm o risco de penas de até 25 anos de prisão. Um oitavo réu, enfermeira, será julgado separadamente.

