O ex-governador Romeu Zema rebateu suspeitas sobre o desaparecimento de parte do acervo do Palácio das Mangabeiras, em Belo Horizonte. Deputados estaduais apontam a ausência de obras de arte, móveis e livros do imóvel, após fiscalização da Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
A cobrança por informações sobre os bens ganhou força após a inspeção no Palácio das Mangabeiras. A fiscalização apontou a falta de itens como um aparador, uma mesa de jantar para 40 pessoas, equipamentos de cozinha profissional e uma biblioteca com 1.038 livros. Parlamentares também cobram detalhes sobre tapetes, pratarias e mais de 40 quadros.
Zema declarou que acredita que todo o acervo será localizado. Ele afirmou: “Com certeza vai ser tudo localizado e, se não for, que punam os culpados”. O ex-governador confiou no Gabinete Militar, órgão responsável pelo controle do patrimônio, e disse que parte do acervo foi transferida para o Palácio da Liberdade e para a Biblioteca Pública do Estado.
A fiscalização ocorreu após o secretário de Estado de Cultura e Turismo informar à ALMG que parte do acervo foi encontrada danificada sob responsabilidade da Polícia Militar. Um deputado estadual protocolou representação no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) e anunciou que apresentará notícia-crime ao Ministério Público.

