Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, afirmou nesta terça-feira, 21, que a defesa das mulheres não deve ser tratada como pauta de disputa ideológica entre direita e esquerda. Em entrevista, ela apresentou diretrizes para o eleitorado feminino, priorizando resultados concretos e a economia.
Marques declarou que o debate sobre as mulheres deve focar em resultados práticos, e não em ideologia. “É muito mais a economia do que a ideologia”, disse. Ela rejeitou o tratamento do tema como bandeira ideológica, afirmando que a base feminina reside na fé e na família, e não em alinhamentos políticos. “O Estado não vai substituir a família”, completou.
A ex-presidente da Caixa chamou o trabalho não remunerado de cuidado de “economia do cuidado”. Segundo ela, esse trabalho representa cerca de 8,5% do Produto Interno Bruto (PIB) caso fosse mensurado economicamente. Para mitigar o problema, ela defendeu políticas que aumentem creches, fortaleçam a assistência a idosos e melhorem o acesso das mulheres à internet para qualificação.
Em relação à gestão pública, Marques afirmou que o Orçamento de 2027 “é uma peça de ficção” e exigirá ações imediatas. Entre as propostas, ela citou o envio de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para reformular a governança fiscal e mudar regras do Bolsa Família para incentivar a inserção no mercado de trabalho.

