A defesa do ex-presidente da Câmara dos Deputados afirmou neste domingo, 12, que ele desconhece irregularidades na tramitação de emendas parlamentares, conforme aponta a Polícia Federal (PF). A investigação sugere que o ex-deputado e o presidente do PL usaram a mesma operadora da Câmara para influenciar a destinação de recursos federais.
A defesa rejeitou a tentativa de equiparar a interlocução política legítima ao exercício clandestino de mandato parlamentar. Segundo a nota enviada, o ex-deputado não apresentou, subscreveu ou formalizou nenhuma das emendas citadas na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o bloqueio de bens até o limite de R$ 6 milhões.
Os investigadores da Operação Transparência, da PF, apontam que o valor de R$ 6,15 milhões foi destinado a municípios de Minas Gerais por meio de 21 emendas parlamentares, mesmo sem o ex-deputado exercer cargo eletivo. Dino afirmou que as evidências indicam que o ex-presidente atuava como agente privado com influência política equivalente ou superior à dos parlamentares em exercício.
A equipe do ex-presidente da Câmara declarou ter tomado conhecimento da decisão pela imprensa e que, até o bloqueio patrimonial, ele não havia sido intimado ou chamado a prestar esclarecimento na investigação. A defesa esclareceu que o montante questionado corresponde ao valor global das emendas destinadas a beneficiários públicos.

