O ex-secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, criticou o acordo nuclear firmado durante o governo de Barack Obama com o Irã. Ele afirmou que o entendimento facilitou ao regime iraniano o fortalecimento de seu programa militar e a ampliação de sua atuação na região do Oriente Médio.
Em sua participação em um evento, Pompeo defendeu uma política externa baseada na dissuasão. Segundo ele, Teerã responde às tentativas de acordo dos EUA somente quando enfrenta custos elevados por suas ações. O ex-secretário apontou que o principal erro do acordo foi permitir que o país desenvolvesse armamentos enquanto mantinha o financiamento a grupos armados e expandia sua influência regional.
Pompeo também comentou sobre a estratégia iraniana de pressionar aliados dos Estados Unidos na região. Ele disse que os líderes locais acreditam que, ao atacar governos vizinhos, conseguirão provocar desgaste político e levar parceiros americanos a pedir o recuo dos EUA. Sobre a política de Trump, ele destacou os Acordos de Abraão, que normalizaram relações entre Israel e países árabes, rompendo a lógica de que a aproximação dependia da resolução do conflito israelo-palestino.
O ex-secretário também abordou a disputa entre Estados Unidos e China, afirmando que a concorrência vai além do comércio, envolvendo uma disputa por influência ideológica. Ele observou que a invasão da Ucrânia levou países europeus a reverem suas políticas de defesa, reconhecendo a necessidade de fortalecer a capacidade de dissuasão.

