Raúl Gaméz, torcedor argentino, rejeita o papel de herói que lhe foi atribuído após uma briga em 1986, durante as quartas de final da Copa do Mundo. O episódio, que o tornou conhecido, é lembrado por Gaméz como um ato menor, em contraste com o sacrifício dos soldados das Malvinas.
A fama de Gaméz surgiu de uma cena de violência nas arquibancadas do Azteca, onde ele, então torcedor do Vélez Sarsfield, foi fotografado em confronto com dois ingleses. A imagem circulou na Argentina e foi ampliada pelo contexto da Guerra das Malvinas, que gerou grande repercussão no país.
Quarenta anos após o ocorrido, Gaméz declarou em entrevista que as histórias se engrandecem com o tempo. Ele afirmou que a briga não foi um ato heroico, mas sim uma reação a um empurrão dos ingleses. O dirigente também disse que os verdadeiros heróis foram os soldados das Malvinas.
Gaméz, que mais tarde foi diretor de futebol do Vélez Sarsfield e conquistou a Copa Libertadores e o Mundial de 1994, teve sua trajetória marcada por conquistas no clube. Apesar da idolatria, ele insiste em separar a fama conquistada naquele dia da ideia de heroísmo.


