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Excesso de estímulos dificulta concentração e prazer

Carla Fernandes
Última atualização: 9 de julho de 2026 02:20
Carla Fernandes
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Tempo: 1 min.
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O consumo contínuo de notificações, redes sociais e conteúdos sob demanda tornou a manutenção da atenção um desafio diário. Especialistas explicam que o excesso de estímulos rápidos faz o cérebro se acostumar com picos de recompensa, dificultando o foco em atividades que demandam esforço.

Segundo DJ Torrada, o ambiente atual gera uma “dopamina barata”, onde o cérebro prefere recompensas imediatas, como o consumo rápido de conteúdo, em detrimento de tarefas que exigem dedicação, como ler ou concluir projetos. A psicanalista Cintia Castro complementa que as notificações ativam um mecanismo de expectativa, estimulando circuitos cerebrais de recompensa mesmo sem necessidade real.

Sinais de desequilíbrio incluem a rejeição ao silêncio e ao tédio, momentos cruciais para a criatividade, e a busca incessante por novas satisfações que desaparecem rapidamente. Torrada afirma que essa lógica prejudica metas de longo prazo, pois o cérebro prioriza o retorno imediato.

Para reverter o quadro, os especialistas defendem a reeducação da relação com os estímulos, e não o corte total de prazeres. Cintia Castro aconselha criar momentos sem notificações e recuperar atividades que exijam presença, como caminhar ou conversar sem interrupções, para que o cérebro se ajuste a menos estímulos.

TAGGED:atençãoconcentracaodopaminaestímulossaúde mentalTecnologia
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