O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, declarou que a entrada de produtos chineses no mercado brasileiro é mais grave que o impacto do tarifaço dos Estados Unidos. Velloso afirmou que a China cresce em todos os mercados, e o protagonismo de um único fornecedor prejudica fabricantes tradicionais e a indústria nacional.
Segundo o executivo, o mercado de importação de máquinas no Brasil soma US$ 32 bilhões anuais, e cerca de 37% desse volume provém da China. Velloso comentou que o avanço chinês não se restringe a máquinas, abrangendo também automóveis, calçados, confecção e agro.
Em relação às medidas comerciais, Velloso informou que se reuniu com o vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, em 21 de julho para debater a tarifa comercial de 25% imposta pelos EUA. Ele também detalhou conversas com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
O setor apresentou propostas para mitigar os efeitos das tarifas americanas e aumentar a competitividade. Entre elas, estão a postergação de impostos federais para melhorar o capital de giro das empresas, a ampliação do programa Apex Brasil e a prorrogação do drawback. Além disso, foi solicitada a reedição do plano Brasil Soberano com flexibilizações, como a isenção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

