O Batalhão de Polícia do Exército entregou à Polícia Federal as armas de fogo registradas em nome do ex-presidente, conforme comunicado enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A entrega, determinada por Moraes, não incluiu duas peças que não estavam sob guarda da corporação.
A medida foi tomada após o ministro manter a prisão domiciliar do ex-presidente e revogar seu porte de arma e o Certificado de Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) na última sexta-feira, dia 3. A decisão de Moraes foi motivada pela apreensão de uma arma registrada em nome do ex-presidente com um de seus seguranças particulares.
A defesa do ex-presidente havia informado que todo o armamento estava nas instalações do Exército, exceto duas pistolas da fabricante Caracal, que, segundo os advogados, estavam sob custódia do Tribunal de Contas da União. Por isso, Moraes determinou que a Polícia Federal confirmasse a localização dessas duas armas.
Segundo parecer da Procuradoria-Geral da República, a situação jurídica atual do ex-presidente impede a manutenção do registro de armas. O órgão afirmou que os requisitos de idoneidade não são mais atendidos devido à condenação do ex-presidente no processo da suposta trama golpista.

