As exportações brasileiras para os países do Golfo avançaram 1,25% em junho, atingindo US$ 758,14 milhões. O crescimento ocorre em meio a restrições no Estreito de Ormuz, que limitam o acesso de embarcações desde fevereiro. No acumulado do primeiro semestre, contudo, as vendas para a região caíram 4,01% em comparação com 2025.
Segundo a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, o avanço comercial em junho sugere uma possível reversão das perdas causadas pelo conflito militar na região. O setor exportador encontrou rotas alternativas, utilizando portos do Mar Vermelho, além de modais rodoviário e aéreo. Mohamad Mourad, secretário-geral da Câmara Árabe, disse que os custos desse rearranjo estão sendo absorvidos por exportadores, importadores e consumidores finais.
No primeiro semestre, o comércio total do Brasil para os países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) somou US$ 4,17 bilhões, contra US$ 4,34 bilhões em 2025. O Catar liderou o crescimento com alta de 12,64%, seguido por Arábia Saudita (+11,59%) e Kuwait (+10,95%). As maiores quedas foram registradas para o Bahrein (-71,83%) e Omã (-25,34%).
O agronegócio impulsiona as vendas para a Liga Árabe, respondendo por três quartos das exportações e avançando 5% no semestre, totalizando US$ 7,03 bilhões. Entre os produtos, milho teve alta de 49,51%, enquanto açúcar e carne de frango registraram quedas no período.

