As exportações da indústria química brasileira para os Estados Unidos registraram retração de cerca de US$ 400 milhões após a implementação de tarifas americanas. A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) defende a regulamentação rápida do programa Brasil Soberano III para que as empresas tenham acesso às linhas de crédito federais.
A entidade informou que o volume de embarques para o mercado americano caiu de aproximadamente US$ 2,2 bilhões para US$ 1,8 bilhão, refletindo os impactos das primeiras medidas tarifárias de Washington. O presidente-executivo da Abiquim, André Passos Cordeiro, afirmou que a iniciativa do governo é um instrumento de mitigação, mas que a regulamentação deve esclarecer os procedimentos de acesso aos recursos com agilidade.
A Abiquim também criticou a sobretaxa adicional de 12,5% imposta pelos Estados Unidos, baseada em alegações sobre importação de produtos de países ligados a trabalho forçado. A associação reiterou ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) que o setor segue padrões de governança e direitos humanos.
O programa Brasil Soberano III disponibiliza R$ 18,5 bilhões em crédito, sendo R$ 13,5 bilhões provenientes de recursos remanescentes do Brasil Soberano I e da renegociação da dívida rural, somados a R$ 5 bilhões do BNDES. A indústria química, por ser um setor afetado pelas tarifas da Seção 301, solicita acesso a esses financiamentos.

