A exposição “Do Pó ao Pó”, em cartaz na galeria A Pilastra, no Guará II, apresenta trabalhos de Romulo Barros que propõem pensar o fim como parte da vida e da transformação. A mostra reúne obras que investigam ciclos de morte e renascimento, memória de narrativas marginais e a potência da arte.
A pesquisa artística de Romulo Barros transita entre escultura, instalação, pintura, fotografia e gravura. Natural de Medeiros (MG), o artista utiliza referências dos fazeres manuais de sua cidade natal, transformando materialidades em dispositivos simbólicos que compõem uma atmosfera ritualística. Para ele, o tema da morte acompanha sua forma de estar no mundo e de produzir arte.
A obra ganha um caráter político ao ser atravessada pela experiência de Barros como artista trans. Em um país que lidera assassinatos de pessoas trans, o artista afirma que pensar sobre a morte está ligado ao desejo de afirmar sua existência para além dos marcadores de gênero e raça.
A curadoria, que inclui Júlia Teodoro, Madá Granja, Ness e Tahak Meneguzzo, evita respostas fechadas. A mostra aproxima dimensões opostas, como o erótico e o fúnebre, e convida o público a construir sua própria experiência diante das obras. A visitação ocorre de 1º de julho a 15 de agosto de 2026, com entrada gratuita.

