A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP) criticou a condução do governo federal após os Estados Unidos ampliarem tarifas sobre produtos brasileiros. A entidade classificou a medida, imposta pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), como unilateral e arbitrária, cobrando uma reação mais efetiva da diplomacia nacional.
A nova determinação americana impõe sobretaxa de 12,5% em parte dos produtos brasileiros, enquanto outros itens enfrentarão tributação total de 37,5%. O presidente da FAESP, Tirso Meirelles, rejeitou alegações de trabalho forçado, afirmando que o agronegócio opera sob “rigorosos parâmetros de compliance e agendas ESG”.
A FAESP lamentou a postura do Governo Federal, que, segundo o comunicado, demorou a tratar o assunto com gravidade. A falta de resposta rápida prejudicou o agronegócio, principal responsável pelo superávit da balança comercial brasileira. A entidade afirmou que as exceções anunciadas pelos EUA resultaram do “árduo esforço direto feito pelo agro, indústria, comércio e serviços junto aos nossos parceiros comerciais internacionais”.
A federação cobra que a diplomacia comercial atue estrategicamente, citando também barreiras como a tarifa de 55% aplicada pela China à carne bovina brasileira. Apesar das críticas, a FAESP defende a negociação, avaliando que “ainda há espaço para o diálogo firme, propositivo e que salvaguarde quem produz a segurança alimentar mundial”.


