A seleção argentina enfrenta uma narrativa de favorecimento da FIFA na Copa do Mundo, impulsionada por decisões de arbitragem e pela circulação de informações falsas nas redes sociais. A desconfiança, que já existia, foi intensificada por vídeos e fotos manipuladas por inteligência artificial.
A polêmica começou na primeira rodada, quando um lance de Lionel Messi contra um jogador da Argélia não resultou em cartão vermelho, apesar de ser um tipo de infração passível de punição. Posteriormente, o jogo contra o Egito gerou grande debate após a contestação de um gol anulado e um suposto pênalti em Salah. O diretor de arbitragem da FIFA, Pierluigi Collina, rejeitou acusações de interferência, explicando que o VAR revisa a posse de bola em cada gol.
A desinformação se consolidou com a disseminação de conteúdos falsos. Foram compartilhadas imagens criadas por inteligência artificial, como um vídeo falso de simulação de Messi e uma foto editada de lesão de um jogador argentino. Em jogo contra a Suíça, o VAR corrigiu uma decisão inicial, o que serviu de combustível para quem já defendia o discurso conspiratório.
Apesar das acusações, o técnico da Espanha, Luis de la Fuente, declarou que a admiração pela seleção sul-americana é grande, classificando o evento como uma partida de futebol. Contudo, a desconfiança tem raízes históricas, remontando ao gol de mão de Diego Maradona em 1986 e a episódios controversos na Copa de 1978.

