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Política

Família Bolsonaro muda postura em relação aos Estados Unidos

Carla Fernandes
Última atualização: 18 de julho de 2026 16:40
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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A família Bolsonaro alterou sua relação com os Estados Unidos em cerca de 30 anos. Em 1995, o então deputado federal Jair Bolsonaro criticava a “cobiça internacional” sobre a Amazônia. Hoje, o ex-presidente e seus filhos demonstram alinhamento, como visto em encontros com figuras americanas.

Em janeiro de 2019, o presidente Jair Bolsonaro disse a Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos, que o Brasil desejava explorar riquezas da Amazônia junto com os EUA. O convite gerou estranhamento no interlocutor. Essa postura de proximidade se repete com os filhos do ex-presidente, como o senador Flávio Bolsonaro, que viajou ao país e se reuniu com o presidente Donald Trump.

Nos anos 1990 e 2000, a família Bolsonaro adotava um discurso nacionalista crítico aos americanos. Em agosto de 1995, o então deputado federal Jair Bolsonaro afirmou que a demarcação da terra indígena Yanomami era alvo de “cobiça internacional”. Carlos Bolsonaro, então vereador no Rio de Janeiro, criticou a relação com os EUA, dizendo que o governo brasileiro estava “de cócoras para os EUA”.

Segundo o cientista político Jorge Chaloub, a desconfiança inicial vinha de um nacionalismo de direita que questionava o interesse do capital estrangeiro. Contudo, a partir de 2013, houve uma mudança de discurso. O alinhamento se acentuou com a sobreposição dos governos Trump e Bolsonaro, quando o bolsonarismo passou a mimetizar o movimento Maga, segundo Feliciano Guimarães.

TAGGED:AmazôniaBolsonaroEstados UnidosNacionalismopolítica brasileirarelações internacionais
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