Mães no Distrito Federal aguardam respostas sobre as mortes de filhas na rede pública de saúde. Casos recentes apontam para suspeita de violência obstétrica e falhas no atendimento, gerando preocupação entre as famílias.
Uma mãe registrou boletim de ocorrência por possível violência obstétrica após a perda da primeira filha no Hospital de Planaltina. O atestado de óbito da bebê indicou parada cardiorrespiratória e hipóxia intrauterina, ou seja, falta de oxigênio. Após 33 dias, a família não conseguiu acessar o prontuário médico da criança, e a Polícia Civil contatou a mãe por mensagem.
Outro caso envolve uma bebê de 5 meses que morreu após ser extubada acidentalmente durante o transporte entre hospitais. A unidade de saúde não possuía leito de UTI infantil, forçando a transferência. O Hospital da Criança informou que, ao receber a criança, os médicos identificaram que ela já estava extubada, arroxeada, com pupilas fixas e em parada cardiorrespiratória.
As famílias relatam dificuldades de acesso à assistência e à informação. A situação levanta questionamentos sobre a qualidade do suporte oferecido pela rede pública de saúde no Distrito Federal.


