O cantor Roberto Carlos denunciou o uso de inteligência artificial para manipular sua imagem e voz em vídeos que promovem medicamentos falsos. A manipulação, conhecida como deepfake, tem sido utilizada por criminosos para impulsionar vendas de produtos, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O artista afirmou em suas redes sociais que não tem qualquer ligação com tratamentos ou produtos divulgados em vídeos que circulam na internet usando sua imagem de forma fraudulenta. Ele pediu ao público que não compartilhe o conteúdo falso, alertando que tais materiais podem causar prejuízos à saúde de quem acredita nas informações incorretas.
A Anvisa declarou que a adulteração de imagens e vozes de figuras públicas é uma tática criminosa para vender produtos, muitos deles clandestinos. O órgão aconselha que o público fique alerta ao receber áudios ou vídeos de celebridades recomendando medicamentos ou suplementos.
O caso não é isolado. Em janeiro de 2024, o apresentador Pedro Bial comunicou o uso não autorizado de seu rosto e voz em propaganda de remédio contra calvície. Na mesma época, Fátima Bernardes comentou o caso, afirmando que a propaganda falsa que a envolvia era de um produto para emagrecimento, e que ela nunca fez tais anúncios.
O órgão de vigilância sanitária reforça a necessidade de checar o conteúdo antes de aceitar mensagens, pois a saúde humana exige cautela. A Anvisa explica que produtos indicados para um paciente não servem para todos, devido aos históricos clínicos e doenças preexistentes.

