A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda elevou a projeção oficial de inflação (IPCA) para 5,1% em 2026, conforme o Boletim Macrofiscal divulgado nesta quarta-feira (15). A revisão se deve ao aumento de pressões em alimentos, serviços e bens industriais, somado aos efeitos do petróleo.
Apesar do aumento na estimativa inflacionária, a SPE manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026 em 2,3%. O boletim indica que a atividade econômica permanece resiliente, mas espera-se uma desaceleração no segundo trimestre, caindo para 0,8% após a expansão de 1,1% registrada entre janeiro e março.
A equipe econômica atribui a revisão da inflação a fatores prospectivos, como os efeitos de segunda ordem do choque do petróleo e a expectativa de alimentos mais pressionados no segundo semestre devido à possibilidade de um El Niño mais intenso. Fatores como a manutenção da Selic em nível restritivo e a desaceleração esperada ajudam a conter acelerações maiores de preços.
Em relação às contas públicas, o Prisma Fiscal aponta melhora nas expectativas de mercado. A mediana da projeção para o déficit primário de 2026 caiu para R$ 58,1 bilhões, o que representa 0,43% do PIB, permitindo ao governo cumprir a meta fiscal.

