O ministro da Fazenda, Dario Durigan, prometeu estabilizar a dívida pública brasileira até 2030, afirmando que o governo priorizará a contenção de gastos obrigatórios. As declarações foram feitas em São Paulo, onde Durigan sinalizou ao mercado o compromisso com o ajuste fiscal, sem adotar uma postura de risco total.
Durigan descreveu a estabilização da dívida como a “pedra de toque” do país. Segundo o ministro, os modelos de projeção do Tesouro Nacional indicam que o objetivo será alcançado entre 2029 e 2030, o que exige disciplina fiscal rigorosa e a geração de superávit primário. Para isso, o governo deve conter o crescimento de despesas obrigatórias.
O ministro também abordou a necessidade de discutir a Previdência Social e combater os “supersalários” no Judiciário, classificando-os como “inadmissível”. Além disso, Durigan anunciou o aumento de parcerias público-privadas após as eleições, projetando superávit de 0,5% do PIB para os próximos anos.
Em relação ao cenário pós-eleitoral, Durigan apontou que a articulação política recente limitou a aprovação de pautas-bomba no Congresso Nacional. Ele defendeu que o Estado deve atuar em áreas onde o setor privado não assume risco, como em projetos de biofertilizantes e minerais críticos, oferecendo garantias cambiais.

