Investigadores do Departamento de Justiça e agentes do FBI investigam operações financeiras da Federação Argentina de Futebol (AFA) nos Estados Unidos. A apuração foca em como a federação, liderada por Claudio Tapia, canalizou centenas de milhões de dólares por meio de seu sistema financeiro, sob suspeita de crimes financeiros.
A investigação surgiu após um empresário denunciar um suposto esquema envolvendo a AFA e a empresa TourProdEnter LLC. Os agentes buscam determinar se as transações podem configurar lavagem de dinheiro ou fraude no sistema bancário estadunidense. A apuração se concentra no rastreio de movimentações feitas por Javier Faroni e sua esposa, Erica Gillette, por meio de cinco instituições financeiras americanas.
A TourProdEnter realizava a arrecadação de grandes contratos, movimentando cifras como US$ 60 milhões com a Adidas e US$ 40 milhões com a Warner em quatro anos. O contrato, válido até dezembro de 2026, concedia à empresa 30% da receita internacional da AFA, além de uma comissão de 10% sobre as despesas logísticas.
Por meio de contas em bancos como Citibank e JP Morgan, a TourProdEnter movimentou pelo menos US$ 260 milhões em receitas da AFA. Documentos analisados pelo jornal indicam que US$ 57 milhões foram distribuídos a beneficiários sem justificativa econômica clara.

