O Federal Reserve manteve a taxa de juros principal inalterada nesta quarta-feira, em votação de 9 a 3, apesar da oposição de três dirigentes. Os membros contrários defenderam a elevação dos juros para combater a inflação, que supera a meta de 2% do Fed há mais de cinco anos.
A decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) manteve a taxa dos fundos federais no intervalo entre 3,5% e 3,75%. Os votos contrários vieram de presidentes de bancos regionais, incluindo Beth Hammack, de Cleveland; Neel Kashkari, de Minneapolis; e Lorie Logan, de Dallas. Os três membros foram enfáticos ao defender juros mais altos.
O comunicado divulgado após a reunião não apresentou indicação clara sobre o futuro da política monetária, mesmo com expectativas de alta em setembro. Os dirigentes reafirmaram que a atividade econômica se expande em ritmo sólido, apesar da incerteza causada pelo conflito no Oriente Médio. O documento também mencionou que a criação de empregos acompanhou o crescimento da força de trabalho.
Os defensores de uma política mais restritiva argumentam que a inflação pressiona as famílias, impulsionada por tarifas e custos de energia. Kevin Warsh, presidente do Fed, criticou a prática anterior de oferecer orientações antecipadas sobre as expectativas de juros, defendendo foco nas condições econômicas.


