O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, afirmou nesta quarta-feira (29) que o banco central americano não aceitará inflação persistente acima de 2% e pretende reduzir as sinalizações sobre os próximos passos da política monetária. A decisão ocorreu após o Fed manter a taxa de juros entre 3,5% e 3,75% ao ano, em votação de nove a três.
Warsh declarou que a meta de inflação é única e fixa em 2%, rejeitando a ideia de uma meta flexível. Ele explicou que mais de cinco anos de inflação acima do alvo criaram uma percepção equivocada de que o Fed poderia tolerar um objetivo superior. O dirigente defendeu a redução do chamado forward guidance, prática de antecipação de movimentos monetários, para que os mercados observem os dados econômicos de forma mais direta.
O presidente do Fed classificou a economia americana como “impressionante” em sua resiliência, citando crescimento sólido e investimentos empresariais fortes. Contudo, a inflação segue acima da meta, pressionada por choques de oferta, como os de energia. Warsh também apontou que o avanço da inteligência artificial eleva os preços de chips e processadores.
Apesar da manutenção da taxa de juros, Warsh ressaltou que o Fed continuará monitorando as condições financeiras e agirá se considerar necessário. Ele mencionou que a redução das sinalizações pode ter contribuído para o aumento dos rendimentos nominais e reais dos títulos do Tesouro americano.

