A federação formada pelo PP e União Brasil tende a manter a neutralidade na eleição do Rio de Janeiro, alinhando-se à postura que pretende adotar na disputa presidencial. A decisão interessa a Eduardo Paes (PSD) e isola o PL de um pré-candidato ao governo do estado.
A neutralidade da federação, que depende da confirmação do diretório nacional, liberaria os quadros dos partidos para apoiar qualquer candidato na disputa. A tendência é que essa definição ocorra na próxima semana. Os partidos, que elegeram cerca de um terço dos prefeitos do Rio há dois anos, contam com tempo de propaganda no horário eleitoral gratuito.
O ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa (PP), que foi anunciado como vice da chapa de um pré-candidato, é próximo a Paes e pode apoiar o PSD se a neutralidade for confirmada. A Justiça, contudo, impôs reveses ao PL, que viu a linha sucessória ser mantida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em favor do presidente do TJ-RJ, Ricardo Couto.
A crise política no Rio atinge a direita, e o temor de novas operações policiais mina o projeto do PL. Com o favoritismo de Paes e a neutralidade nacional do PP e União Brasil, o terreno se torna propício para não se comprometer com a candidatura de um dos pré-candidatos.

