O modelo de fee fixo, usado para remunerar assessores de investimentos, deve dobrar sua participação no mercado brasileiro nos próximos cinco anos, projeta a XP. A previsão foi apresentada durante um painel da Expert XP 2026, com a participação de diretores da instituição.
Atualmente, o investidor pode optar por três formas de cobrança: comissão ou transacional, que ainda é o modelo predominante; fee fixo, onde o valor é cobrado sobre o patrimônio investido; e consultoria, que envolve um valor fixo cobrado do consultor sobre o patrimônio total.
Guilherme Sant’Anna, diretor de distribuição e segmentos da XP, disse que o fee fixo representa cerca de 5% do mercado nacional. Ele projetou que, mantido o ritmo atual, a proporção atingirá 40% em fee fixo e 60% no modelo transacional em cinco anos.
Eduardo Agapito, head da XP Consultoria, comentou que não há um modelo superior, pois cada modalidade atende a perfis distintos. Ele afirmou que o primeiro passo do cliente deve ser escolher um bom profissional, estabelecendo a relação de confiança antes de optar pela forma de atendimento.
A XP reforçou sua estratégia de multimodelos, que reúne as três formas de atendimento para ampliar a escolha do investidor sobre como remunerar os serviços prestados.

