O feriado do Dia da Independência dos Estados Unidos, antecipado para sexta-feira, 3, deve reduzir o volume de negócios no Brasil, criando um ambiente de cotações mais sensível à volatilidade. Analistas apontam que o câmbio brasileiro enfrenta pressão de fatores eleitorais e da grave situação fiscal do país.
A redução de liquidez no mercado brasileiro ocorre em meio a preocupações internacionais. A incerteza sobre a crise no Oriente Médio pesa, apesar de o fluxo no Estreito de Ormuz estar mais próximo da normalidade. O petróleo, termômetro da crise, opera em leve baixa nos futuros de Londres e Nova York.
Silvio Campos Neto, sócio e economista sênior da Tendências, disse que o momento permanece cauteloso para os ativos domésticos. Ele afirmou que o feriado americano tende a reduzir os movimentos dos ativos no Brasil, somado à entrada da cena eleitoral no radar e à lembrança da situação fiscal nacional.
No Brasil, o foco da manhã desta sexta-feira é a divulgação dos dados de produção industrial de maio, que devem indicar uma desaceleração da atividade. O Dollar Index (DXY) recuava 0,10% às 8h45, enquanto a influência da corrida eleitoral no câmbio tende a se intensificar até outubro.

