O agronegócio brasileiro enfrenta um cenário de complexidade, segundo Caio Carvalho, do conselho da Abag. O setor vive uma “armadilha da dívida”, marcada por crédito caro, preços baixos e custos elevados, o que projeta dificuldades até 2028.
Carvalho explicou que a situação atual é resultado do crescimento de custos somado à queda de preços e à alta dos juros. Além disso, conflitos internacionais, como o envolvendo a Rússia, impactaram diretamente o setor, elevando o preço dos fertilizantes e gerando instabilidade logística.
O especialista alertou que as dificuldades em rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, devem afetar o setor nos próximos seis a sete meses. A restrição de crédito bancário também é um ponto crítico, podendo forçar produtores a reduzir investimentos ou tecnologia.
Carvalho previu um 2026 complicado para o agronegócio, com sequelas projetadas para 2027 e 2028. Ele observou um movimento de consolidação, onde empresas maiores adquirem menores, e afirmou que muitos produtores não conseguirão se beneficiar de possíveis altas de preços externas.

