A indústria de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) aproxima-se da marca de R$ 1 trilhão em patrimônio líquido. O setor de crédito estruturado consolida-se como peça essencial no fomento da economia real, impulsionado por novas regulamentações da CVM.
O mercado de capitais brasileiro demonstra crescimento vigoroso, com os FIDCs se estabelecendo como instrumentos maduros de financiamento. Esse avanço é resultado da consolidação das regras da Resolução CVM 175, que permitiu a entrada de investidores de varejo em cotas seniores. Além disso, a Resolução CVM 240 flexibilizou a caracterização de direitos creditórios de empresas em recuperação judicial ou extrajudicial.
Rodrigo Balassiano, diretor da ID CTVM, declarou que o ano de 2026 marca a consolidação definitiva dos FIDCs. Ele afirmou que o mercado atingiu um equilíbrio entre dinamismo comercial e segurança institucional, mas alertou que a nova escala exige responsabilidade proporcional e rigor operacional.
A complexidade das operações exige ferramentas tecnológicas avançadas. A ID CTVM, que administra mais de 550 fundos e possui um patrimônio líquido de terceiros superior a R$ 50 bilhões, atua como custodiante, garantindo conformidade regulatória em um mercado que cresce a duplo dígito.

