A Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) divulgou estudo técnico sobre as novas barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. As tarifas, anunciadas em maio de 2026 e oficializadas em 15, preveem 25% sobre produtos e 12,5% sobre itens ligados a trabalho forçado. A Fieg aponta terras raras como trunfo para reverter o impacto.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que as novas tarifas afetam 4.187 produtos brasileiros, representando cerca de 37% das exportações para os EUA, que somaram US$ 14,9 bilhões em 2025. O estudo da Fieg calcula que o efeito médio da tarifa de 25% pode gerar queda de 15% a 30% por produto, totalizando uma redução de 10% a 15% nas exportações brasileiras, o que equivale a US$ 4,3 bilhões por ano.
Embora a lista de isenções inclua produtos como carne bovina, café e minérios, a Fieg avalia que o impacto em Goiás pode ser menor que no país. O estado exportou US$ 641 milhões em 2025, e produtos goianos como carnes e soja foram incluídos nas exceções. Contudo, as tarifas podem manter o valor das exportações estaduais próximo de US$ 80 milhões mensais.
O governo norte-americano sinalizou que a lista de produtos pode mudar por negociações bilaterais. A Fieg destaca que a pauta de terras raras e minerais críticos deve ganhar destaque nas negociações, podendo gerar cooperação ou maiores investimentos dos EUA no setor, especialmente em Goiás.

