A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) manifestou preocupação com a retomada das tensões entre Estados Unidos e Irã no Estreito de Ormuz. A escalada aumenta a incerteza para o comércio internacional e pode pressionar os custos da indústria brasileira, segundo a entidade.
O agravamento do cenário foi impulsionado pelo anúncio de Donald Trump de restabelecer bloqueio naval a embarcações iranianas e cobrar tarifa de 20% sobre cargas transportadas pelo Estreito de Ormuz. Em resposta, o governo do Irã rejeitou a interferência dos Estados Unidos na rota marítima e ameaçou retaliar embarcações e países do Golfo que colaborarem com Washington.
A FIEMG alerta que o aumento das tensões pode afetar preços de combustíveis, energia e insumos estratégicos, além de pressionar fretes marítimos, seguros e custos logísticos. O levantamento da entidade mostrou que o comércio brasileiro com oito países do Oriente Médio somou US$ 1,04 bilhão (R$ 5,36 bilhões) em maio de 2026, o menor valor mensal desde janeiro de 2021.
Em Minas Gerais, as exportações para esses mercados caíram 44% entre março e maio de 2026 comparado ao mesmo período de 2025, enquanto as importações recuaram 71%. A federação orienta as empresas a monitorarem contratos de seguro e prazos de entrega, reforçando a necessidade de diversificar mercados e rotas logísticas para reduzir a exposição aos riscos geopolíticos.

