O grupo de estudos técnicos da FIFA (TSG) apresentou as observações dos 102 jogos da Copa do Mundo, mas deixou de analisar as pausas para hidratação, tema muito debatido. As paradas de três minutos por tempo geraram rejeição do público, que vaiou nos estádios, alegando influência nos resultados.
O supervisor geral do TSG, Arsène Wenger, declarou que a análise sobre os intervalos será feita após o término do torneio. Wenger explicou que, embora a medida tenha sido impopular em alguns jogos, a decisão foi mantida para todos os participantes. Ele afirmou que em certos momentos as pausas foram necessárias, mas que a conclusão ainda não foi alcançada.
Outras novidades foram avaliadas positivamente pelo TSG. A implementação de limites de tempo para cobranças de tiro de meta e lateral, e para atendimento médico, foi considerada um sucesso. O percentual de cobranças de tiro de meta demoradas caiu de 25% em 2022 para 12% na edição atual, segundo o grupo.
A análise tática apontou para um aumento no tempo de defesa em bloco baixo, que subiu de 21% para 25%, o que, segundo Tom Gardner, resultou em mais três ou quatro minutos de defesa compactada por partida. As ofensivas verticalizadas dominaram, levando ao dobro de gols marcados à distância, que passaram de 8% para 16% do total.

