A FIFA planeja criar uma subsidiária, a FIFA Forward Enterprise (FFE), para captar US$ 4,2 bilhões com a venda de participações minoritárias a investidores privados. A iniciativa gerou preocupação da CONCACAF e da UEFA, que questionaram a condução do projeto e a natureza comercial da proposta.
A CONCACAF declarou estar “profundamente preocupada” com o projeto, citando ausência de diálogo prévio com os órgãos de governança e demais partes interessadas. A entidade afirmou que a FIFA manterá o controle da FFE, mas busca capitalizar a nova empresa, que pode atingir uma avaliação inicial de mercado de US$ 20 bilhões.
A UEFA também manifestou crítica, argumentando que a proposta ultrapassa limites ao tratar estruturas de governança do futebol como ativos financeiros. A confederação europeia questionou a transparência sobre quem obterá benefícios econômicos com a operação.
A operação permite que cada uma das 211 associações filiadas adquira uma participação de US$ 20 milhões. O projeto, que visa ampliar recursos para o desenvolvimento do futebol, ainda depende da aprovação do Conselho da FIFA, composto por 38 membros, e da maioria das associações nacionais.


