A FIFA anunciou um plano para criar a Fifa Forward Enterprise (FFE), uma empresa que gerenciará os direitos comerciais e operacionais das competições globais. A entidade, que comanda o futebol, pretende vender participações minoritárias neste programa, que pode atingir a avaliação de R$ 102,5 bilhões.
A criação da FFE consolidaria os eventos e operações comerciais, mas a FIFA manteria o controle da subsidiária e a autoridade exclusiva sobre a governança do futebol, calendário e decisões esportivas. Para aprovar o plano, a entidade oferece US$ 10 bilhões (cerca de R$ 51 bilhões) às 211 federações nacionais.
Segundo a FIFA, os lucros líquidos do braço comercial seriam investidos no desenvolvimento do futebol mundial. A entidade informou que a FFE captaria US$ 4,2 bilhões (equivalente a R$ 21,5 bilhões) ainda este ano para financiar o Programa Fifa Fast-Forward (FFFP). O presidente Gianni Infantino havia mencionado tais planos em abril, durante o Congresso da FIFA em Vancouver, no Canadá.
A UEFA se posicionou contrariamente à proposta. O órgão do futebol europeu declarou que “a alma e a governança do futebol não são ativos para negociar”, criticando a iniciativa por suposta falta de transparência financeira.


